Sou professor! Alguns colegas que tenho "estão" professor. Pode parecer até estranho, e soar até mal na pronúncia - estão professor - mas, a realidade é essa mesma. Escolhi ser professor. Acho até que, de certa forma, deixo um pouco constrangido os meus alunos. Quando converso com eles e tenho a oportunidade de me posicionar, de falar um pouco de mim, das chamadas "pessoalidades", digo a eles que escolhi ser professor. Mais do de que uma carreira, uma profissão, acho o magistério um "santo sacerdócio". Ensinar, mais do trazer e compartilhar conteúdos, é mostrar, sobretudo com o nosso próprio exemplo, de que algumas coisas ainda valem à pena, que possuem valor, e que podemos sempre transformar a nossa realidade em algo muito melhor! Acredito fielmente nisso, que posso transformar e ajudar a construir novas realidades para os meus alunos. Que juntos podemos obter outras visões, que juntos podemos buscar outras alternativas. Mais do que dirigi-los ou guiá-los, acredito que posso exortá-los, instá-los a caminhar, a alcançar, e que, posso caminhar juntamente com eles, lado a lado, sempre pronto a reconduzi-los, a levantá-los, a ajudá-los.
Trabalho em uma escola de comunidade. Uma escola sucateada, vandalizada, destruída. A realidade é bastante difícil. São alunos complicados, rebeldes, instáveis. Alguns são bastante fragilizados economicamente. Outros já estão inseridos dentro do contexto do tráfico de drogas, já inclusive trabalham nas chamadas "bocas de fumo", enfim, já possuem o futuro comprometido. Um pequena minoria enxerga a escola como local de transformação, como um local onde encontrarão instrumentos para romper com a lógica perversa imposta pelos governos populistas que imperam e governam o nosso país atualmente. Vejo nesses poucos a esperança. Mais também enxergo em todos os outros o desejo, ainda que adormecido, de um mundo melhor, com uma vida menos custosa e sacrificante. É por eles que estou ali, todos os dias. É na esperança de que me escutem, de que me deixem mostrar a eles as alternativas, de que possa ajudar a construir sonhos, de que possam ampliar os seus horizontes, que possam imaginar que o mundo é infinitamente maior do que aquele lugar onde vivem.
O amor que tenho aos meus alunos é oriundo do mesmo amor que tenho pelos meus filhos. Olho para eles e penso sinceramente que todos eles poderiam ter sido meus filhos. E deixo esse amor fluir, e exerço o meu sacerdócio. Enquanto acreditar que posso ajudá-los, orientá-los na construção de um caminho melhor, permanecerei aqui todos os dias. E confiante continuarei o meu destino e a minha profissão de fé que é ser professor!
Trabalho em uma escola de comunidade. Uma escola sucateada, vandalizada, destruída. A realidade é bastante difícil. São alunos complicados, rebeldes, instáveis. Alguns são bastante fragilizados economicamente. Outros já estão inseridos dentro do contexto do tráfico de drogas, já inclusive trabalham nas chamadas "bocas de fumo", enfim, já possuem o futuro comprometido. Um pequena minoria enxerga a escola como local de transformação, como um local onde encontrarão instrumentos para romper com a lógica perversa imposta pelos governos populistas que imperam e governam o nosso país atualmente. Vejo nesses poucos a esperança. Mais também enxergo em todos os outros o desejo, ainda que adormecido, de um mundo melhor, com uma vida menos custosa e sacrificante. É por eles que estou ali, todos os dias. É na esperança de que me escutem, de que me deixem mostrar a eles as alternativas, de que possa ajudar a construir sonhos, de que possam ampliar os seus horizontes, que possam imaginar que o mundo é infinitamente maior do que aquele lugar onde vivem.
O amor que tenho aos meus alunos é oriundo do mesmo amor que tenho pelos meus filhos. Olho para eles e penso sinceramente que todos eles poderiam ter sido meus filhos. E deixo esse amor fluir, e exerço o meu sacerdócio. Enquanto acreditar que posso ajudá-los, orientá-los na construção de um caminho melhor, permanecerei aqui todos os dias. E confiante continuarei o meu destino e a minha profissão de fé que é ser professor!
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