Todas as noites sou assombrado pelos textos inportantes que não li. Ou que li de forma inadequada, rapidamente para alguma discussão em sala de aula, sem profundidade, apenas superficialmente. Na semana passada, em uma aula de História Econômica e do Brasil, na UFF, em Niterói, em mais uma graduação, agora em Geografia, ouvi do professor sobre o mais famoso texto de Max Weber, A Ética Protestante e o "espírito" do capitalismo", um ensaio publicado entre 1904 e 1905. Me lembro que que era mencionado na universidade ser o melhor texto de Weber, aquele que nenhum de nós poderia passar sem ler. Pois bem, esse texto me assombrou por toda a vida, como uma das obras imprescindíveis que lí no modo "culhão"! Lembrava que ele associava os "protestantes" ingleses, abnegados pelo sucesso e pela progressão em sua vida terrena, nos dois lados do Atlântico. E que esse sucesso, seria na verdade, a gênese do Capitalismo. Pois bem, os ingleses não eram Protestantes, eram Anglicanos, ramo do Catolicismo engendrado por Henrique VIII, em 1534, por motivo vil: queria divorciar-se de Catarina de Aragão, por não obter um herdeiro que lhe sucedesse. Mas na verdade, voltando a Weber, a Ética se tratava de um ensaio, e não o melhor deles! Não era nada disto, a gênese do capitalismo pode ser encontrada em vários lugares e momentos: Na Revolução Gloriosa, de 1688, onde a monarquia se transformou em constituicional, nos atos dfe navegação, um pouco antes, em 1651, que transformou a marinha inglesa na maior do mundo, condição esta que perdurou até o século XX, nos cercamentos dos campos, na utilização da máquina a vapor, na renda feudal, cuja obrigatoriedade de ser paga em espécie, levou os camponeses ao mercado, sobre a nobreza, e a transformação de suas rendas, nas burguesias que se formaram a partr do século XVI e XVII, sobre a perda das forças produtivas dos servos, forçados a viver nas cidades comerciais e industriais que se formavam, vendendo a sua força de trabalho, enfim, multiplos e variados fatores. A partir das revelaçoes do professor Sérgio, passei a dormir melhor, pelo menos o fantama de MAX WEBER não me assombra mais!
Apenas aquilo que passa pela minha cabeça! Quero expressar as minhas idéias, compartilhar com as pessoas o que penso, o que vejo e sobretudo, o que sinto!
outubro 02, 2022
A morte da democracia
Hoje é um dia muito triste, um dia de perdas! Enão estou me referindo apenas a perdas políticas, como a derrota do Marcelo Freixo, ou a necessidade de um segundo turno para presidente, ou a eleição do Romário, notório adesista e analfabeto político, ou ainda da eleição em primeiro turno do Cláudio Castro, que veio do underground junto com Witzel e a sua política do fuzil nos helicópteros, para abater criminosos. Falo de algo mais sério! Quanto mais estudamos, ou melhor, quanto mais conhecimentos adquirimos, também ganhamos juntos as maldições que vem com eles. Uma dessas maldições me permite perscrutar a História e entender a morte da democracia alemã nos anos 30, e a ascenção do Nazismo, por exemplo. Com a bancada que Bolsonaro fez, no dia de hoje, com as bancadas regionais, com a eleição de figuras extremadas, como Ricardo Salles (o ministro que desejava "passar a boiada"), Damares Alves, figura nefasta à frente do Ministério dos Direitos Humanos, que mais se parece com a Tia Lydia, da série Contos da Aia, de Hamilton Mourão, Sérgio Moro, e tantos outros que servirão de base ideológica para o golpe que está por vir, perpetrado dentro de nossas Casas Legislativas. Penso que hoje talvez tenha sido aquele momento em que o médico comunica ao paciente que ele tem uma grave moléstia, eque vai perecer em pouco tempo. Hoje asssitimos sentados e patéticos, tal qual os "Bestializados" do Império que assistiram à chegada da República, segundo José Murilo de Carvalho, o fim de nossa democracia, ou, pelo menos o início do fim dela, pois, até mesmo o STF não terá força instituicional para resistir ao golpe que ora se enseja, se ensaia e se prepara. E o pior de tudo isso é que o povo, parece estar pronto a apoiar isso, a aceitar de braços abertos, até mesmo a desejar isso, pois, do contrário, não teria votado nos candidatos que votou!
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