agosto 11, 2010

Lula e Armadinejad

Devíamos apedrejar Lula e Armadinejad juntos. Assim, de uma vez só eliminaríamos o mundo do cruel e do cínico. De quebra, com as mesmas pedras, mas desta vez sem matar, o chanceler brasileiro Celso Amorim merecia também algumas pedradas. Este se presta a tentar defender a "multilateralidade" do governo Lula, sua aproximação com regimes opressores como o da Venezuela de Chávez, do produtor de cocaína Evo Morales, do ditador sanguinário Fidel Castro e de seu fantoche Raul Castro além de outros. A diplomacia brasileira que se caracterizava pela defesa dos direitos humanos enveredou por caminhos altamente obscuros e encontra-se atualmente perdida. Que a eleição que se aproxima possa trazer novos paradigmas e que possamos nos esquecer destes que aqui estão e que se prestam a defender o que é moralmente e humanamente indefensável.

O Capitalismo selvagem...

Quando falamos de capitalismo selvagem, muitos acabam pensando na exploração sem fim do capitalismo, nas horas de mais valia extraídas do pobre trabalhador, enfim, vêm logo à tona a figura de Charles Chaplin, sendo engolido pela velocidade sempre crescente da esteira em Tempos Modernos. Sim, sem dúvida uma ótima alusão. Porém, penso que a selvageria do capitalismo reside em outra alegoria. Se pararmos para pensar, a cada geração passada, a qualidade das relações humanas vem se deteriorando. Nos anos 50, as donas de casa nos Estados Unidos haviam voltado para os seus lares, depois do enorme esforço de substituir os homens empenhados na guerra. Estavam mais uma vez faceiras cuidando de seus lares e educando seus filhos e filhas. No Brasil, elas continuam a reinar absolutas em seus lares, nas cidades ou no campo. Nos anos 60, houve a pressão pela "libertação feminina" e pela igualdade entre os sexos. As cenas dos sutiãs sendo queimados ainda esta presente na mente das pessoas mais velhas. Desconfio que havia por trás disto tudo, outros interesses. Se pensarmos que o salário médio pago nos anos 50 e 60 permitia ao chefe de família sustentar sua família, ainda que com dificuldade, não era imperativo que a sua mulher trabalhasse. No final dos anos 60, este panorama foi sendo alterado, nos anos 70 tornou-se cada vez mais frequente a presença feminina no mercado de trabalho. Nos anos 80, a frequência tornou-se obrigatória. Com isto, um aumento na oferta geral de mão de obra, os salários despencaram. Pais e mães são obrigados a trabalhar, a prover o sustento de seus filhos. Estes vão cada vez mais cedo para as creches e das creches para as escolas. Nas escolas, encontram professores com salários cada vez menores, sendo obrigados a prover além do ensino e do conhecimento, a educação que nos anos anteriores era de exclusiva prerrogativa de seus pais, em geral de suas mães. A selvageria do capitalismo nos empurrou a todos para o mercado de trabalho, entregando os nossos filhos aos cuidados de outros. Estes por não terem laços de sangue, não tem a priori, nenhuma obrigação de fornecer aos nossos filhos nada mais que o básico. É assim que há a deterioração das relações humanas, com crianças cada vez mais distantes de ideais como família, de conceitos como respeito, comunhão, enfim, com crianças capazes de conviver harmonicamente com outras crianças e adultos. São pequenos seres altamente competitivos, sendo preparados desde cedo para enfrentar a lógica competitiva e pouco ética do mercado, do capitalismo. Sinto-me como os camponeses que tiveram os seus campos cercados (o movimento conhecido com enclousure ou cercamento dos campos) que expulsou-os para as cidades, onde forneceram toda a mão de obra de que necessitava o capitalismo emergente e permitiu a acumulação primitiva do capital. Estamos deixando de fornecer o mínimo aos nossos filhos, e, sem querer, preparandos-os para o mercado.

A Revolução Francesa

Estou lendo pela segunda vez e recomendo a todos o livro A Revolução Francesa escrito por Albert Soboul. Um clássico, explica em suas mínimas nuances todos os acontecimentos desta revolução, seus principais atores e as suas atuações no contexto revolucionário. E mais ainda, como a burguesia acabou expulsando o povo de sua própria festa, um marco na historiografia e leitura indispensável para entender não só a Revolução Francesa como todo o período revolucionário do vivido no século XIX, um livro simplesmente fantástico.

julho 29, 2010

Mudanças...

Outro dia, falei com uma pessoa que trabalha comigo a respeito das mudanças em nossa vida. Por que nos "aferramos" tanto ao que temos, nos preocupamos com a imensa bagagem que possuímos? A vida poderia ser tão mais fácil e instigante. Se pudéssemos correr em vez de andar, voar em vez de correr, viver em vez de nos preocupar com acumulações desnecessárias? A vida nos traz a mudança como uma forma de recomeço, de repensarmos os nossos conceitos, como avaliação e reflexão. A mudança nos traz liberdade, porém, a liberdade nos traz também a responsabilidade, e talvez, seja por este motivo que encaremos as mudanças de forma tão angustiante. Outro dia em casa, precisava limpar uma gaveta. Sempre que tenho que fazer isto, perco horas selecionando, apurando "prioridades" e no fim, o resultado é pífio, quase não jogo nada fora. Resolvi então fazer diferente, peguei um saco e joguei tudo fora, sem me preocupar com o que estava me livrando. Cheguei a me sentir culpado, preocupado em ter jogado algo precioso fora. Quem sabem que "preciosidade" eu estivesse guardando em minha gaveta de bagulhos. Após a ansiedade passar, o sentimento de liberdade e de despreocupação são intensos e acolhedores. Estava vivendo sem aquele monte de coisas inúteis a tanto tempo e vi que realmente elas não faziam falta. Passei a pensar nisto com mais afinco, refletir sobre os caminhos que a vida escolhe para nós. Sempre que ocorre uma mudança em nossas vidas, nos livramos quase sempre de coisas ou sentimentos que na realidade estavam nos sufocando, atrapalhando o nosso desenvolvimento, atrapalhando os nossos vôos, ancorando-nos a um local que na verdade não é mais o nosso. Que venham as mudanças, que nossas almas possam sempre se libertar, e que possamos encarar todas as mudanças como algo positivo, ainda que aparentemente elas possam nos trazer angústias e preocupações.

março 06, 2010

De volta ao futuro!

Desde a última segunda-feira, estou de volta aos bancos escolares... Após dois anos, retorno para terminar o meu curso de História (o Bacharelado). Depois de tantas reviravoltas, preciso dar um rumo a minha vida. Preciso crescer, dar uma vida melhor para a minha família, mostrar as pessoas que acreditaram em mim, que não vou decepcioná-las. Estou aprendendo, e o maior dos paradigmas é aprender....