Ainda estou descobrindo para que serve o Twitter. Vou pedir umas dicas a minha grande amiga Carla, que decerto saberá me dizer para que serve. Alías, a minha amiga é dotada de uma inteligência fantástica, pena somente a distância, já que ela foi gostar de morar em Manaus. Um dia ela volta, tenho certeza, e Niterói nunca mais será a mesma..... e nem o Twitter
Apenas aquilo que passa pela minha cabeça! Quero expressar as minhas idéias, compartilhar com as pessoas o que penso, o que vejo e sobretudo, o que sinto!
julho 03, 2009
Filhos
Num dia destes, estava pensando em um assunto muito sério para mim: a criação dos meus filhos. Tenho dois filhos, um menino de cinco anos e uma menina de quase três. Como pai, busco dar aos meus filhos, tudo o que não recebi na minha infância. E não falo somente de coisas materias, falo sobretudo de carinho e amor.
Tive uma infância bastante difícil. Meus pais separaram-se muito cedo, após poucos anos de casados, num período onde os casais geralmente buscam o conhecimento e o ajuste das posições, meus pais optaram por ignorar esta fase, separando-se. Minha mãe lutou bastante para criar a mim e ao meu irmão. Não quero agora depois de "velho", criticá-la. Contudo, num tempo em que nem conhecíamos os termos, a minha mãe praticava a chamada alienação parental, para quem não sabe, consiste na prática de programar uma criança para que odeie o genitor sem qualquer justificativa. Trata-se de verdadeira campanha para desmoralizar o genitor. O filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. A minha mãe foi mestre nisto, cresci condicionado a acreditar que o meu pai não gostava e nem ligava para mim e para o meu irmão. Se tivesse enriquecido na vida, teria gasto muito dinheiro em terapia, como não recebi os favores monetários da sorte, tive que me curar sozinho mesmo, e levou bastante tempo. Minha vida sempre foi bastante dificil. Não cheguei a passar fome, mas, as coisas eram bastante limitadas. Os brinquedos chegavam apenas no Natal, dos tios, tias e avós que moravam distante. As roupas eram compradas duas vezes por ano, normalmente nas Casas Pernambucanas, que creio, nem mais existir. Eram longos crediários, e assim, segui normalmente. A vantagem de morar no interior é a abundância de brincadeiras tais como pipas, futebol, bolas de gude, piões, coisas que acabam não tendo muito valor nos dias de hoje.
Minha mãe não era muito carinhosa, era como se não conseguisse dar carinho nem a mim e nem ao meu irmão, como se no fundo, fosse "seca". O colo confortante encontrei muitas vezes na minha avó Laura, uma grande matrona, disposta sempre a nos colocar no colo. Depois do almoço, a soneca reparadora era obrigatória, e na maioria das vezes, deitados na cama da minha avó, víamos ela dormir profundamente enquanto que aproveitávamos para aprontar alguma travessura, enquanto ela se entregava languidamente aos braços musculosos de Morfeu.
Além da minha avó, minhas tias e tios mostravam-se sempre carinhosos, o que tornava o final das férias e o retorno para a casa de minha mãe um momento que não queria ver chegar, o do qual somente pude fugir ao terminar a 8ª série e sair do interior para vir morar com os meus avós em Niterói.
Hoje, procuro dar aos meus filhos, todo o carinho e a atenção que não pude receber da minha mãe e infelizmente, do meu pai também. Procuro protegê-los e incentivá-los a caminhar rumo ao progresso. Estou, juntamente com a minha mulher, sempre por perto, amparando-os, cuidando das feridas com band-aid, assoprando quando o remédio arde, sofrendo suas dores, mitigando suas sedes, alimentando suas fomes. Não esqueço nunca de beijá-los, de dizer para eles o quanto os amo. Digo-lhes sempre que estarei sempre aqui, que vou amá-los, que terei sempre tempo para sentar no chão com eles e brincar, seja de carrinho ou de bonecas. Que mesmo cansado, procuro me interessar pelo que fizeram, e sobretudo pelo que sonharam e sonham. Nunca canso de dizer para eles o quanto eles são importantes para mim, o quanto esperei por eles, e o quanto eles me fazem feliz e melhor. Me orgulho dos meus filhos não porque os fiz, mas porque eles me tornaram uma pessoa melhor, mais compreensiva, mais esperançosa de dias melhores, porque neles, sinto a presença de Deus em minha vida, dizendo a cada dia que devo me levantar, sair para trabalhar, trazer o sustento para casa, buscar dar o melhor de mim, apenas pelo privilégio de voltar para casa e ver a minha família, os ruídos e gritos dos meus filhos, felizes pelo meu retorno. Se os estou criando mal por não incentivar a competição ou as brigas, se digo-lhes que o importante é amar, compartilhar com os outros, aceitar as diferenças, práticas tão pouco usuais nos dias de hoje, sei que procuro dar o melhor para eles, e espero fazer deles boas pessoas, ainda que o mundo seja de lobos, prefiro que eles sejam cordeiros, pois tenho a esperança de dias melhores, dias de respeito e amor, dias onde a presença de Deus irá se manifestar, e a tudo transformará. Assim espero e creio!
Retomada
Meus caros amigos, aos poucos, vou retornar a este espaço com novidades. Estava com muitas saudades, a necessidade de voltar a escrever tornou-se imperativa. Espero que a minha principal leitora possa novamente voltar a frequentar este espaço!
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